Peça dá vida a mulheres esquecidas em hospícios brasileiros

“Anônimo não é nome de mulher”, em única apresentação no Teatro Sérgio Cardoso, denuncia apagamento e violência de gênero
Imagem: Fotografia / Paulo Pimenta

Baseando-se em casos reais de mulheres internadas de modo compulsório em hospícios do Brasil, Portugal e Itália, além da pesquisa de pós-doutorado de Luisa Pinto, o espetáculo “Anônimo não é nome de mulher” discute o modo como a violência de gênero se institui nos hospícios. A peça, que estreou em 2023 na SP Escola de Teatro, realiza uma apresentação inédita no Teatro Sérgio Cardoso, no dia 22 de agosto.

O texto parte das histórias de mulheres dadas como loucas e internadas compulsoriamente em regimes opressores. Ambientado no hospício de Santa Teresa, o espetáculo mostra internas e funcionárias lidando com dor, esperança e dilemas morais, enquanto a narrativa questiona se a bondade feminina pode resistir à opressão.

Inspirado em obras como Holocausto Brasileiro e Malacarne, além de depoimentos históricos brasileiros, portugueses e italianos, o espetáculo costura os diversos modos de opressão feminina sistemática ocidental em um tecido teatral, com o objetivo de aprofundar o debate antimanicomial através do recorte do feminino. A tensão entre submissão e resistência se converte, ao final do espetáculo, em um debate mediado pela companhia Narrativensaio e da participação de especialistas.

Espetáculo – Anônimo não é nome de mulher

Onde? Teatro Sérgio Cardoso – R. Rui Barbosa, 153 – Bela Vista, São Paulo – SP, 01326-010

Quando? 22 de agosto às 18h

Quanto? R$ 50 (Inteira); R$ 25 (Meia-entrada)

Os ingressos podem ser adquiridos na bilheteria do teatro ou virtualmente aqui

Duração: 90 minutos

Classificação indicativa: 10 anos

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