Dirigida por Renata Carvalho a partir da ideia de Luis Navarro, o espetáculo “Diamba” chega à última semana em cartaz na Casa Farofa. A peça, que estreou no final de outubro, é baseada na HQ (História em Quadrinhos) “Diamba, histórias do proibicionismo no Brasil”, do ativista quadrinista Daniel Paiva, e tal como o material-fonte, ajuda a desconstruir o preconceito em cima do uso da erva, além de provocar reflexões sobre a proibição em si e as consequências disso no cotidiano.
A peça recria, em ritmo fragmentado, a trajetória histórica da maconha e o peso do racismo no proibicionismo brasileiro, que se inicia desde a China antiga às grandes navegações, da escravidão à chamada Guerra às Drogas. Em cena, o elenco utiliza a linguagem teatro-documental, de modo similar ao teatro de revista, que provoca reflexão urgente sobre liberdade, desigualdade e legalização.
“Quando li o quadrinho, tive a certeza de que ele poderia se transformar em uma peça de teatro. Para mim, tratar desse tema é uma questão de saúde pública”, relata o ator Luis Navarro. Para além da importância social, durante a pesquisa de dramaturgia sobre a maconha, “Descobrimos que essa é a planta do Exu, porque ela permite a comunicação entre os dois mundos. E esse talvez seja um dos motivos pelos quais ela é criminalizada”, comenta Renata.
A montagem não se resume a um convite para “F1”, mas sim a uma provocação que desloca o estereótipo da maconha para o debate público por meio da arte, o que a posiciona como um dos espetáculos mais relevantes desse segundo semestre.
Espetáculo – Diamba
Onde? Casa Farofa – R. Treze de Maio, 240 – Bela Vista, São Paulo – SP, 01327-000
Quando? Segundas, Terças e Quartas (20h) até 11 de dezembro
Quanto? R$ 80 (Inteira); R$ 40 (Meia-entrada)
Os ingressos podem ser adquiridos aqui
Duração: 70 minutos
Classificação indicativa: 16 anos




