A exposição “Toy Story ao Infinito e Além” chega ao último mês no Shopping Cidade São Paulo. Sua proposta é apresentar a história da franquia de animação que iniciou em 1995 através de curiosidades, esboços conceituais, storyboards e testes iniciais de animação dos arquivos da Pixar Animation Studios. Além disso, ao final da exposição, artistas nacionais tais como Eduardo Kobra e Jaqueline Konrath foram convidados a lançar seus olhares aos personagens amados.
A travessia, apresentada ao visitante em ordem cronológica, inicia-se com textos curatoriais, esboços da ideia de Toy Story e das descobertas de técnicas de animação do novato estúdio Pixar. O estúdio, que produzia alguns curtas em 3D, tem como personagem marcante o pequeno soldadinho baterista Tin Toy (1988), um brinquedo que descobre que sua missão é fazer sua criança, um bebê chamado Billy, sorrir.
Essa premissa fez tanto sucesso que a Disney convidou a Pixar a produzir uma história em que os brinquedos tivessem vida própria e reafirmassem seu desejo de que as crianças brincassem com eles, revelando seus medos, esperanças e ações. Apesar do desafio de sustentar um longa, em 1995, Toy Story e seus icônicos personagens que marcam gerações chegam ao público geral, iniciando uma nova fase para as animações.

No contexto dos anos 90, perto da virada do século, os computadores pessoais marcavam o início da era digital. De certo modo, o próprio filme é uma metáfora desse contexto: brinquedos analógicos (Woody) confrontando a chegada de uma tecnologia nova e assustadora (Buzz Lightyear).

A exposição conta com 7 ambientes que complementam a história da franquia, começando por uma sala que exibe o curta do Tin Toy, seguida por uma que representa o estúdio, entre outras, com algumas estátuas e repletas de esboços conceituais de todos os personagens da franquia. Há alguns lugares instagramáveis e na última sala o público tem acesso a diversas releituras dos personagens do universo Toy Story produzidas por artistas nacionais. Além disso, em um dos ambientes o público pode escrever seu nome na bota digital do xerife Woody.

Além das estátuas de Woody, Buzz Lightyear, Jessie e Lotso, que são o local ideal para tirar fotos com crianças, para o público atento é possível achar personagens espalhados no topo das paredes das salas, simulando, de certo modo, a ideia de um “quarto infantil”.

“Trazer Toy Story ao Infinito e Além: A Exposição para o Brasil é um marco importante para a Businessland e reflete nosso compromisso em criar experiências que vão além do entretenimento, valorizando criatividade, narrativa e a conexão entre o público e conteúdos de grande relevância cultural. A curadoria dos artistas convidados foi um dos pontos centrais do projeto: buscamos nomes que dialogassem com o universo de Toy Story a partir de diferentes linguagens e olhares, agregando relevância artística e novas camadas de interpretação à exposição” comenta Marcelo Flores, CEO da Businessland.
Ao longo do percurso, a exposição desperta diferentes formas de interação entre os visitantes. Pais e filhos percorrem os ambientes reconhecendo personagens e cenários, fotografando e conversando entre si, o que realça a atemporalidade de Toy Story em atravessar gerações. A exposição consegue, dessa forma, equilibrar a contemplação da história real da animação com a memória afetiva conjunta de quem a conhece.

O primeiro filme reflete a ansiedade da época sobre obsolescência e substituição, como vemos quando Woody sente que perderá seu lugar (seu “valor”) para o novo brinquedo, representando a insegurança de uma sociedade cada vez mais consumista e descartável. Toy Story 2 (1999) e 3 (2010) acompanham mudanças na estrutura familiar e ansiedades ligadas à passagem do tempo, mortalidade, perda e aceitação, tocando uma geração de espectadores que cresceu junto com a franquia. Por sua vez, em Toy Story 4 (2019) Woody abre mão de sua função original para buscar um propósito próprio, o que dialoga com discussões contemporâneas sobre identidade, autonomia e recusa de papéis sociais predefinidos. Isso deságua em Toy Story 5 (2026), quando Jessie assume o protagonismo, eco da reflexão sobre o papel da mulher na sociedade contemporânea, além de salientar a discussão sobre o papel da tecnologia e da criatividade na formação de crianças.

O sucesso contínuo da franquia, que ultrapassou os 30 anos, é reflexo de um fenômeno atual, o consumo de nostalgia como forma de conforto emocional em tempos de incerteza, algo visível em diversas franquias que retornam ou se expandem hoje. A exposição passa a ser um olhar do adulto para a criança interna e um olhar da criança sobre quão divertido o mundo pode ser.

Serviço – Toy Story ao infinito e além
Onde? 4º andar do Shopping Cidade São Paulo – Av. Paulista, 1230 – Bela Vista, São Paulo – SP, 01310-100
Quando? Terças, Quartas e Quintas (12h às 21h), Sextas e Sábados (11h às 21h), Domingos e feriados (12h às 20h) até 2 de agosto
Quanto? Ingressos entre R$ 25 e R$ 108 (Valores dependem do dia, horário e tipo)
Os ingressos podem ser adquirios na bilheteria da exposição ou virtualmente aqui
Duração: Cerca de 50 minutos
Classificação indicativa: Livre para todos os públicos





