“Toy Story ao Infinito e Além” emociona adultos e crianças

Exposição no Shopping Cidade São Paulo convida público a percorrer os 30 anos da franquia que marcou gerações e chega ao seu 5º filme
Imagem: Fotografia / André Guanás

A exposição “Toy Story ao Infinito e Além” chega ao último mês no Shopping Cidade São Paulo. Sua proposta é apresentar a história da franquia de animação que iniciou em 1995 através de curiosidades, esboços conceituais, storyboards e testes iniciais de animação dos arquivos da Pixar Animation Studios. Além disso, ao final da exposição, artistas nacionais tais como Eduardo Kobra e Jaqueline Konrath foram convidados a lançar seus olhares aos personagens amados.

A travessia, apresentada ao visitante em ordem cronológica, inicia-se com textos curatoriais, esboços da ideia de Toy Story e das descobertas de técnicas de animação do novato estúdio Pixar. O estúdio, que produzia alguns curtas em 3D, tem como personagem marcante o pequeno soldadinho baterista Tin Toy (1988), um brinquedo que descobre que sua missão é fazer sua criança, um bebê chamado Billy, sorrir.

Curta “Tin Toy” (1988)

Essa premissa fez tanto sucesso que a Disney convidou a Pixar a produzir uma história em que os brinquedos tivessem vida própria e reafirmassem seu desejo de que as crianças brincassem com eles, revelando seus medos, esperanças e ações. Apesar do desafio de sustentar um longa, em 1995, Toy Story e seus icônicos personagens que marcam gerações chegam ao público geral, iniciando uma nova fase para as animações.

Imagem: Entrada da exposição

No contexto dos anos 90, perto da virada do século, os computadores pessoais marcavam o início da era digital. De certo modo, o próprio filme é uma metáfora desse contexto: brinquedos analógicos (Woody) confrontando a chegada de uma tecnologia nova e assustadora (Buzz Lightyear).

Imagem: Parede com esboços finais de Woody e Buzz Lightyear presente na exposição

A exposição conta com 7 ambientes que complementam a história da franquia, começando por uma sala que exibe o curta do Tin Toy, seguida por uma que representa o estúdio, entre outras, com algumas estátuas e repletas de esboços conceituais de todos os personagens da franquia. Há alguns lugares instagramáveis e na última sala o público tem acesso a diversas releituras dos personagens do universo Toy Story produzidas por artistas nacionais. Além disso, em um dos ambientes o público pode escrever seu nome na bota digital do xerife Woody.

Imagem: Painel digital com assinaturas dos visitantes

Além das estátuas de Woody, Buzz Lightyear, Jessie e Lotso, que são o local ideal para tirar fotos com crianças, para o público atento é possível achar personagens espalhados no topo das paredes das salas, simulando, de certo modo, a ideia de um “quarto infantil”.

Imagem: Estátuas da exposição

Trazer Toy Story ao Infinito e Além: A Exposição para o Brasil é um marco importante para a Businessland e reflete nosso compromisso em criar experiências que vão além do entretenimento, valorizando criatividade, narrativa e a conexão entre o público e conteúdos de grande relevância cultural. A curadoria dos artistas convidados foi um dos pontos centrais do projeto: buscamos nomes que dialogassem com o universo de Toy Story a partir de diferentes linguagens e olhares, agregando relevância artística e novas camadas de interpretação à exposição” comenta Marcelo Flores, CEO da Businessland.

Ao longo do percurso, a exposição desperta diferentes formas de interação entre os visitantes. Pais e filhos percorrem os ambientes reconhecendo personagens e cenários, fotografando e conversando entre si, o que realça a atemporalidade de Toy Story em atravessar gerações. A exposição consegue, dessa forma, equilibrar a contemplação da história real da animação com a memória afetiva conjunta de quem a conhece.

Imagem: Visitante interagindo com a bota digital

O primeiro filme reflete a ansiedade da época sobre obsolescência e substituição, como vemos quando Woody sente que perderá seu lugar (seu “valor”) para o novo brinquedo, representando a insegurança de uma sociedade cada vez mais consumista e descartável. Toy Story 2 (1999) e 3 (2010) acompanham mudanças na estrutura familiar e ansiedades ligadas à passagem do tempo, mortalidade, perda e aceitação, tocando uma geração de espectadores que cresceu junto com a franquia. Por sua vez, em Toy Story 4 (2019) Woody abre mão de sua função original para buscar um propósito próprio, o que dialoga com discussões contemporâneas sobre identidade, autonomia e recusa de papéis sociais predefinidos. Isso deságua em Toy Story 5 (2026), quando Jessie assume o protagonismo, eco da reflexão sobre o papel da mulher na sociedade contemporânea, além de salientar a discussão sobre o papel da tecnologia e da criatividade na formação de crianças.

Imagem: Jessie, protagonista de Toy Story 5, no Arquivo Pixar

O sucesso contínuo da franquia, que ultrapassou os 30 anos, é reflexo de um fenômeno atual, o consumo de nostalgia como forma de conforto emocional em tempos de incerteza, algo visível em diversas franquias que retornam ou se expandem hoje. A exposição passa a ser um olhar do adulto para a criança interna e um olhar da criança sobre quão divertido o mundo pode ser.

Imagem: Parede de uma das salas da exposição

Serviço – Toy Story ao infinito e além

Onde? 4º andar do Shopping Cidade São Paulo – Av. Paulista, 1230 – Bela Vista, São Paulo – SP, 01310-100

Quando? Terças, Quartas e Quintas (12h às 21h), Sextas e Sábados (11h às 21h), Domingos e feriados (12h às 20h) até 2 de agosto

Quanto? Ingressos entre R$ 25 e R$ 108 (Valores dependem do dia, horário e tipo)

Os ingressos podem ser adquirios na bilheteria da exposição ou virtualmente aqui

Duração: Cerca de 50 minutos

Classificação indicativa: Livre para todos os públicos

Post anterior

CRITICART | 2025 | TODOS OS DIREITOS RESERVADOS