O abandono paterno é uma realidade alarmante no Brasil, com muitas famílias chefiadas por mães solo e crianças sem o nome do pai no registro, o que acarreta profundas consequências emocionais, psicológicas e comportamentais. A partir da coleta de relatos, Diana Herzog e Rafaela AmoDeo construíram a dramaturgia de “Frágil”, primeiro solo da atriz portuguesa Inês Oneto.
A peça realiza três sessões gratuitas no Teatro Arthur Azevedo no final de semana do dia 15 de maio. Baseada na vida da própria atriz, o solo investiga os vínculos entre prazer, trauma e identidade. Em um reencontro familiar, uma mulher atravessa memórias eróticas e afetivas em uma tentativa de reconexão com o pai, depois de anos de silêncio. Entre humor e vertigem, a peça reflete sobre amor, liberdade, sexualidade e os atravessamentos da masculinidade em uma vida feminina.
Pensado originalmente para três atores, a atriz relata que a peça “parte de um lugar íntimo, mas rapidamente percebi que a ausência paterna atravessa muitas vidas. Tornou-se urgente falar sobre isso: não normalizar, não romantizar, não desculpar”.
Através da costura cênica de relatos A peça utiliza a técnica do teatro verbatim, que é um desdobramento do teatro documental em que a dramaturgia é construída inteiramente a partir de depoimentos, entrevistas ou registros reais, reproduzidos palavra por palavra (do latim verbatim) pelos atores. Tal escolha projeta a presença, a memória e o jogo cênico vivo. À isso, acrescenta-se, no instante final do espetáculo, o convite à uma intervenção cênica do público, tornando cada apresentação uma experiência única.
Espetáculo – Frágil
Onde? Teatro Arthur Azevedo – Av. Paes de Barros, 955 – Alto da Mooca, São Paulo – SP, 03115-020
Quando? Sexta e Sábado (21h); Domingo (18h) entre 15 a 17 de maio
Quanto? Grátis
Os ingressos devem ser retirados na bilheteria uma hora antes de cada sessão
Duração: 90 minutos (já inclusos os 30 minutos de interação)
Classificação indicativa: 12 anos




